É uma síndrome médica reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e está por trás do recorde histórico de afastamentos do trabalho no Brasil. Se você sente que está se apagando aos poucos, este é o lugar para começar a se recuperar.
Atendimento presencial com Dr. Thiago Westmann, médico com atuação clínica em Psiquiatria, dedicada ao tratamento de Síndrome de Burnout.
CRM-SP 183.407 · Consultório em Mogi das Cruzes/SP · Consulta de 1 hora.
Aumento de afastamentos do INSS por burnout entre 2021 e 2024.
Lugar do Brasil no ranking mundial de prevalência de burnout (ISMA-BR).
Código oficial da OMS na CID-11, em vigor no Brasil desde janeiro de 2025.
Burnout não chega de uma vez. Ele se instala em meses, às vezes em anos, disfarçado de “eu só preciso aguentar mais um pouco”. Marque mentalmente quantos destes sinais aparecem na sua rotina das últimas semanas.
Você acorda mais cansado do que quando foi dormir, mesmo dormindo o suficiente.
A ideia de começar mais um dia de trabalho dá um aperto no peito antes mesmo de você sair de casa.
Você está irritado com gente que antes não te incomodava, inclusive com pessoas que você ama.
O trabalho que um dia teve sentido virou uma sequência de tarefas vazias que você cumpre no automático.
Você esquece coisas simples, perde o fio do raciocínio em reuniões, relê o mesmo e-mail três vezes sem entender.
Dor de cabeça, dor no estômago, dor nas costas, taquicardia, queda de cabelo, gripes seguidas. O corpo está reclamando.
Você está bebendo mais café, mais álcool, mais qualquer coisa que ajude a “aguentar” ou a “desligar”.
Final de semana virou ressaca da semana, e não pausa de verdade. Domingo à noite já é segunda-feira.
Você se sente um fracasso mesmo entregando o que precisa entregar, e às vezes acha que ninguém perceberia se você sumisse.
A ideia de tirar férias parece impossível, e quando tira, volta pior.
Se quatro ou mais destes pontos descrevem você, continue lendo com calma. O que está acontecendo tem nome, tem causa e tem tratamento.
A palavra “burnout” foi usada pela primeira vez em 1974 pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger, ao descrever um padrão clínico em colegas voluntários: pessoas comprometidas, idealistas, dedicadas, que depois de meses apresentavam fadiga crônica, irritabilidade, dores físicas sem causa aparente e perda completa do interesse pelo trabalho que antes amavam.
Quarenta e cinco anos depois, em 2019, a Organização Mundial da Saúde formalizou o burnout como síndrome ocupacional na CID-11, sob o código QD85. A classificação está em vigor no Brasil desde 1º de janeiro de 2025.
A OMS define burnout como uma síndrome resultante do estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente gerenciado, com três dimensões que aparecem juntas:
Esgotamento de energia que não melhora com descanso comum.
Cinismo silencioso de quem deixou de se importar com o trabalho que antes mobilizava sentido.
Sensação de que você não consegue mais entregar o que entregava.
Repare na palavra-chave dessa definição: crônico. Burnout não é a semana ruim, o projeto difícil, o chefe insuportável de um trimestre. É o que sobra no corpo e na mente quando a semana ruim virou ano ruim e o ano ruim virou cinco anos de “vou aguentar até passar essa fase”. Ele não passa porque a fase não passou.
Resposta normal do corpo a uma demanda específica. Quando a demanda passa, o corpo volta ao equilíbrio.
Quando o estresse não passa há tanto tempo que o sistema nervoso deixa de voltar ao equilíbrio. Situacional, ligado ao trabalho.
Atravessa todas as áreas da vida. A pessoa perde prazer em quase tudo, pode aparecer sem causa identificável.
Aqui está o ponto que importa para você: cerca de metade dos casos graves de burnout evolui com um quadro depressivo concomitante, segundo estudo finlandês publicado por Ahola e colaboradores no Journal of Affective Disorders (2005, n=3.276 trabalhadores).
Isso significa que diagnosticar burnout sem investigar se já existe depressão é tratar pela metade. Significa também que iniciar um tratamento para depressão sem entender a engrenagem laboral que sustenta o burnout é tratar pelo lado errado. O diagnóstico diferencial é uma competência médica — é o que diferencia uma avaliação psiquiátrica de uma escuta terapêutica. Ambas têm valor, mas cumprem funções diferentes.
Freudenberger, junto com a psicóloga Gail North, descreveu o burnout como uma sequência de doze estágios que se desenrolam de forma quase invisível. A maior parte dos pacientes chega ao consultório entre as fases sete e dez. Tratamento iniciado nas fases iniciais tem prognóstico melhor — mas mesmo em estágios avançados, há recuperação.
Você não precisa chegar na fase doze para merecer cuidado.
Quero conversar sobre o que estou sentindoO tratamento de burnout não é uma receita única — desconfie de qualquer profissional que prometa isso. O que existe é um processo estruturado em quatro pilares, ajustado caso a caso, dentro de uma escuta ativa e sensível que valoriza a singularidade de cada pessoa.
Consulta inicial de 1 hora. Você conta sua história, contexto de trabalho, sintomas, histórico clínico e familiar, e responde a instrumentos psicométricos validados como o Maslach Burnout Inventory. A investigação inclui comorbidades comuns que costumam vir junto do burnout: depressão, transtornos de ansiedade, distúrbios do sono, alterações endócrinas. Em casos onde há suspeita, são solicitados exames laboratoriais para excluir causas orgânicas que mimetizam os sintomas (hipotireoidismo, deficiências vitamínicas, anemia).
As abordagens com maior evidência científica para burnout são a Terapia Cognitivo-Comportamental e as terapias de terceira onda, especialmente as baseadas em mindfulness e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT). O Dr. Thiago trabalha de forma integrada com a rede de psicólogos do paciente, ou, caso ainda não tenha terapeuta, com indicação de profissionais alinhados ao seu caso.
Nem todo paciente precisa de medicação. Quando há comorbidade com depressão, transtorno de ansiedade ou insônia grave que impede a recuperação, antidepressivos modernos (que atuam regulando os sistemas de serotonina e noradrenalina) e medidas para melhorar o sono podem ser indicados. Os antidepressivos não causam dependência quando usados sob acompanhamento — o que pode haver é desconforto na retirada abrupta, por isso a descontinuação é sempre gradual e planejada em conjunto com você.
O pilar mais negligenciado pelos tratamentos convencionais. Inclui orientação sobre afastamento médico quando necessário, emissão de laudos e CAT, conversa estruturada sobre limites e direito à desconexão, e — quando faz sentido — avaliação franca sobre se o ambiente atual é compatível com a recuperação. Burnout em ambiente tóxico é como tratar pneumonia voltando para o mesmo quarto frio.
Quadros identificados nos estágios iniciais respondem mais rapidamente — frequentemente em 1 a 3 meses. Casos mais avançados, com depressão associada ou anos de histórico, podem exigir 6 a 18 meses de acompanhamento, com frequência de consultas diminuindo à medida que você se estabiliza.

Médico com atuação clínica em Psiquiatria, com foco no tratamento de Síndrome de Burnout e transtornos relacionados ao estresse ocupacional.
Graduação em Medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes (2016) e Pós-Graduação Lato Sensu em Psiquiatria pelo CENBRAP — Centro Brasileiro de Pós-Graduações (2020).
“Meu compromisso é oferecer um cuidado integral à saúde mental, com escuta ativa e sensível que valoriza a singularidade de cada pessoa. Utilizo abordagens baseadas em evidências para que meus pacientes despertem o autoconhecimento, encarando o adoecimento não como um fim, mas como uma oportunidade de cura e crescimento.”
Avaliações reais publicadas no Google. Em respeito à Resolução CFM 2.336/2023, não publicamos relatos com diagnóstico identificável nem usamos depoimentos como promessa de resultado.
“Excelente médico em Mogi das Cruzes, o único psiquiatra que quis realmente me escutar, entender e para somente depois falar um diagnóstico e prosseguir. Me senti como conversando com um ‘amigo disposto a ajudar’. Recomendo!”
“Ótimo atendimento, Dr. Thiago é muito atencioso, um médico humano sempre procurando ajudar o paciente. Ele não tem pressa em atender, o que quer é resolver o problema.”
“Ambiente discreto e acolhedor. Fui cheia de medos que foram logo dissipados pelas explicações dadas pacientemente pelo Dr. Thiago, que foi pura simpatia.”
“Dr. Thiago é muito atencioso e preocupado com o paciente. Não tem pressa nas consultas, passa muita confiança e explica tudo com calma.”
Você será atendido pela secretária do Dr. Thiago, que entenderá brevemente sua situação e proporá horários compatíveis com sua rotina.
Consultório no Patteo Mogilar Sky Mall, em Mogi das Cruzes, com acessibilidade para pessoas com deficiência e estacionamento no próprio edifício.
A avaliação inicial dura 1 hora. Traga exames recentes, lista de medicamentos em uso e relatórios anteriores — se tiver. Se não tiver, venha do jeito que está.
Os afastamentos por burnout no Brasil quintuplicaram em quatro anos. A NR-1 do Ministério do Trabalho passa a exigir, a partir de 26 de maio de 2026, que toda empresa CLT do país gerencie riscos psicossociais. O sistema está reagindo a uma epidemia que já existe há tempo demais.
Você não está exagerando, não está sendo dramático, e não está sozinho.
A diferença entre quem se recupera bem e quem entra em colapso quase nunca é a gravidade inicial. É o tempo entre reconhecer o problema e procurar ajuda médica especializada.